quinta-feira, 28 de outubro de 2010


“Há em mim um diabo que grita, e eu faço o que ele diz. Cada vez que eu estou a ponto de sufocar, ele diz: ‘Dança’, e eu danço. E isso me alivia! Uma vez, quando meu pequeno Dimitráki morreu, na Halkidikí, eu me levantei e dancei. Os parentes e amigos, ao me virem dançar assim diante do corpo, se precipitaram sobre mim para me fazer parar. ‘Zorbás ficou louco!’, eles gritavam. ‘Zorbás ficou louco!’ Mas eu, se não dançasse naquele momento, aí sim, eu ficaria louco de dor. Porque ele era o meu primeiro filho e tinha três anos, e eu não podia suportar a sua perda.
Você compreende o que estou dizendo, ou estou falando para as paredes?

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